Que mistério, doce lua
tem teu leito aconchegante?
que magia exibes nua
que fascina todo amante?
teu sorriso de menina,
de uma alvura inebriante,
se esparrama pela rua,
ilumina cada esquina...
tens um segredo guardado
em teus quartos sem parede,
como um raio prateado
enche de amor quem tem sede...
mas se acaso só refletes
uma luz que não é tua,
é dos amantes que vertes
o mistério que flutua...
Sylvia Cohin
12.06.2006
12.06.2006

2 comentários:
Estar no mesmo espaço de Mia Couto, Clarice Lispector, João Cabral de Melo Neto é um privilégio!
Obrigada, Cézar Ubaldo, também é bela sua poesia, parabéns e obrigada pela publicação!
Abraço,
Sylvia Cohin
Sylvia Cohin,belíssima a sua elegia ao nosso satélite,a lua.Uma maneira terna e bela de fazer uma homenagem àquela que,na história humana,através dos poetas e poetisas,é quem nos faz suspirar pelo amor,que nos permite a sentir a leveza de amar e ser amado,a leveza do poetar.É bela a sua poesia,caríssima.
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