No outono,como canto da natureza,
todos se acolhem,
folhas se encolhem como a pele
do corpo e caem
pedindo à brisa que canta
sobre corpos entumecidos,
um pouco de luz-calor do dia,
imaginando nova estação
que habita em uma outra estação,
também no coração da gente
no ventre da vida
em oração de madrugadas
outonais
ao sibilar sinfônico dos ventos...
Cézar Ubaldo

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