sábado, 27 de agosto de 2011

Pássaro Alheio - Cézar Ubaldo

 
Doce pássaro alheio do sertão,
entre mortos que florescem deste chão,
como um canto proibido,
como um pranto incontido
abre as asas e vem ver,
como se fosses o olhar do mundo,
essa dor, essa gente, esse amor
sangrando n’uma manhã sem fim…

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